Religião

20/01/2017 | domtotal.com

Rio de Janeiro celebra São Sebastião

Com missas celebradas de hora em hora, arquidiocese comemora o soldado defensor da Igreja.

Comemoração contou inclusive com moto procissão.
Comemoração contou inclusive com moto procissão. (Arqrio)

Nesta sexta-feira (20) o Rio de Janeiro celebra São Sebastião. No dia dedicado ao padroeiro da cidade, a programação teve início logo cedo com a alvorada às 5h, e a celebração da primeira missa, que haverá de hora em hora durante o dia, na Basílica Santuário de São Sebastião, na Tijuca. Às 10h, o cardeal Orani Tempesta presidiu a Missa Solene na Basílica.

Como no ano passado, teve uma moto procissão, que se concentrou em frente ao Santuário do padroeiro e percorreu vários pontos da cidade com a imagem do padroeiro.

A grande procissão sairá do santuário, às 16h, rumo a Catedral de São Sebastião, no Centro, onde tradicionalmente é realizado o auto de São Sebastião, e em seguida, a missa de encerramento, na Catedral.

O Arcebispo do Rio de Janeiro, Cardeal Orani João Tempesta encontrou-se ontem com a imprensa. Falou da importância de São Sebastião para a cidade e o que o Santo diz para os brasileiros nos dias de hoje.

História de São Sebastião

O santo de hoje nasceu em Narbonne; os pais eram oriundos de Milão, na Itália, do século terceiro. São Sebastião, desde cedo, foi muito generoso e dado ao serviço. Recebeu a graça do santo batismo e zelou por ele em relação à sua vida e à dos irmãos.

Ao entrar para o serviço no Império como soldado, tinha muita saúde no físico, na mente e, principalmente, na alma. Não demorou muito, tornou-se o primeiro capitão da guarda do Império. Esse grande homem de Deus ficou conhecido por muitos cristãos, pois, sem que as autoridades soubessem – nesse tempo, no Império de Diocleciano, a Igreja e os cristãos eram duramente perseguidos –, porque o imperador adorava os deuses. Enquanto os cristãos não adoravam as coisas, mas as três Pessoas da Santíssima Trindade.

Esse mistério o levava a consolar os cristãos que eram presos de maneira secreta, mas muito sábia; uma evangelização eficaz pelo testemunho que não podia ser explícito.

São Sebastião tornou-se defensor da Igreja como soldado, como capitão e também como apóstolo dos confessores, daqueles que eram presos. Também foi apóstolo dos mártires, os que confessavam Jesus em todas as situações, renunciando à própria vida. O coração de São Sebastião tinha esse desejo: tornar-se mártir. E um apóstata denunciou-o para o Império e lá estava ele, diante do imperador, que estava muito decepcionado com ele por se sentir traído. Mas esse santo deixou claro, com muita sabedoria, auxiliado pelo Espírito Santo, que o melhor que ele fazia para o Império era esse serviço; denunciando o paganismo e a injustiça.

São Sebastião, defensor da verdade no amor apaixonado a Deus. O imperador, com o coração fechado, mandou prendê-lo num tronco e muitas flechadas sobre ele foram lançadas até o ponto de pensarem que estava morto. Mas uma mulher, esposa de um mártir, o conhecia, aproximou-se dele e percebeu que ele estava ainda vivo por graça. Ela cuidou das feridas dele. Ao recobrar sua saúde depois de um tempo, apresentou-se novamente para o imperador, pois queria o seu bem e o bem de todo o Império. Evangelizou, testemunhou, mas, dessa vez, no ano de 288 foi duramente martirizado.


Rádio Vaticano/ Rádio Coração



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