Religião

10/05/2017 | domtotal.com

Egito: Estado Islâmico reivindica assassinato de cristão

Este último assassinato ocorre após uma nova ameaça lançada pelo Daesh, onde anunciava novos atentados contra cristãos e suas propriedades na região.

Centenas de famílias tiveram que abandonar suas casas no Sinai do Norte em fevereiro e março deste ano, fugindo da violência jihadista.
Centenas de famílias tiveram que abandonar suas casas no Sinai do Norte em fevereiro e março deste ano, fugindo da violência jihadista. (Reuters)

Um grupo de homens armados matou com tiros de pistola um cristão egípcio dentro de uma barbearia, na cidade de Al-Arish, capital do governatorato no Sinai do Norte.

A execução – refere a Agência Asianews – ocorreu na tarde de 6 de maio, na região palco nos meses passados de uma onda de violência jihadista contra a minoria religiosa copta, o que obrigou centenas de famílias a fugir.

Fontes oficiais de segurança referem que a vítima é Nabil Saber Ayoub, de 50 anos. Antes dele, no Sinai setentrional, haviam sido mortos outros sete cristãos, no contexto dos ataques perpetrados por jihadistas.

Este último assassinato ocorre após uma nova ameaça lançada pelo Daesh, onde anunciava novos atentados contra cristãos e suas propriedades na região. O grupo jihadista reivindicou o assassinato em uma breve mensagem divulgada na segunda-feira, na “Agência oficial” do “Califado” Aamaq.

75 cristãos mortos desde dezembro de 2016 pelo terrorismo islâmico

Seriam ao menos 75 os membros da minoria cristã (10% da população do país) mortos desde dezembro passado no Egito, por fundamentalistas islâmicos. Entre estes, as vítimas das explosões nas Igrejas de Tanta e Alexandria no Domingo de Ramos e na Catedral de São Marcos no Cairo, em dezembro.

Violência contra cristãos aumentou com deposição de Morsi

Os grupos egípcios filiados ao ISIS promovem há tempos uma verdadeira insurreição na região, atacando as pessoas acusadas de serem informantes das autoridades. Os sequestros e os assassinatos brutais servem para intimidar a população.

A campanha de violências intensificou-se a partir de 2013, com a deposição e a prisão do ex-Presidente Mohammad Morsi, líder da irmandade Muçulmana, movimento agora considerado ilegal.


Rádio Vaticano



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