Brasil Política

24/05/2017 | domtotal.com

Mesmo sem 'dinheiro da vida pública', Aécio triplicou patrimônio

Patrimônio declarado do senador mineiro saltou de R$ 617,9 mil para R$ 2,5 milhões.

Patrimônio de Aécio saltou de R$ 617,9 mil para R$ 2,5 milhões em bens
Patrimônio de Aécio saltou de R$ 617,9 mil para R$ 2,5 milhões em bens (George Gianni/ PSDB)

Alvo da delação-bomba dos donos da JBS, o senador Aécio Neves (PSDB) tenta se defender como pode das acusações. Em vídeo divulgado nessa terça-feira, o senador mineiro disse que não fez dinheiro na vida pública e, por isso, pediu empréstimo a Joesley Batista. No entanto, prestação de contas das campanhas do político junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra que Aécio triplicou seu patrimônio entre 2010 e 2014

O patrimônio de Aécio em 2010, quando foi eleito senador por Minas Gerais, era de R$ 617,9 mil. Quatro anos depois, ele informou à Justiça eleitoral ter R$ 2,5 milhões em bens.

Vídeo 

No vídeo de quatro minutos, ele afirmou que recorreu ao empresário da JBS para vender um apartamento de sua família no Rio de Janeiro porque "não fez dinheiro na vida pública".

"Há cerca de dois meses eu pedi à minha irmã, Andrea, que procurasse o senhor Joesley e oferecesse a ele a compra de um apartamento onde minha mãe vive há mais de 30 anos. Com parte desses recursos eu poderia pagar minha defesa. Fiz isso porque não tinha dinheiro. Não fiz dinheiro na vida pública", afirma.

Em outro trecho, ele diz que Joesley ofereceu outro caminho e armou uma "encenação" ao oferecer empréstimo de R$ 2 milhões. "Fui vítima de uma armação conduzida por réus confessos. Sempre respeitei cada voto que recebi. Nos últimos dias, e vocês podem imaginar, minha virou pelo avesso".

Por fim, o tucano faz uma autocrítica. "Tenho que admitir que errei, e isso me corrói as vísceras. Em primeiro lugar por ter permitido que minha se encontrasse com um cidadão cuja caráter todo o Brasil conhece. Em segundo, ao utilizar, mesmo em conversa particular, um vocabulário que não costumo usar, e por isso peço desculpa. Meu maior erro porém foi me deixar enganar numa trama montada por um criminoso. Os criminosos são aqueles que enriqueceram às custas do dinheiro público e agora vivem no exterior zombando dos brasileiros", avalia.

No dia 18 de maio, o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, mandou prender a irmã e um primo do tucano a partir de acusações feitas pelo empresário Joesley Batista, da JBS, em delação firmada com o Ministério Público Federal. Joesley relatou encontro com o senador realizado no dia 24 de março em um hotel em São Paulo. Na ocasião, segundo a investigação, Aécio pediu R$ 2 milhões a Joesley alegando que precisava de recursos para pagar sua defesa na investigação - o senador é alvo de seis inquéritos no Supremo.
 


Redação Dom Total/Agência Estado/O Globo

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